eu nunca dei sorte. Sou daquelas que não parece ser o que sente, e sente não parecer o que é. E saiba logo, é sempre assim, eu me entrego de vez. Eu sei mais do que ninguém sei que isso não é bom, de todas as vezes que me interessei por alguém, me ferrei, e as vezes (só às vezes) tenho o pressentimento que isso vai acontecer de novo, com você. Não quero, de novo não. Por mais que eu saiba de cor todas as frases prontas do mundo, eu nunca consigo dizer, não para você. Eu não funciono quando está por perto. Você me trava, e me anestesia. Não consigo parar de sorrir, é ridiculo mas eu não consigo. Você sabe que o que eu sinto é amor, mesmo que eu não grite por aí, é amor. Daquele que engana o estômago, eu sei que não é fome. Daquele que não deixa dormir, também não é insônia. Não importa o que as pessoas digam sobre nós, ninguém consegue enxergar aqui dentro, onde você se esconde. Nosso amor é do tipo extragaláctico. Dois mundos diferentes e uma única língua, o amor.
Te imaginar perto de mim já virou rotina. Meu coração dispara só de pensar, ouvir ou falar o seu nome, e quando nos encontramos, sinto meu corpo inteiro se arrepiar com apenas um olhar seu. Eu não gosto de me distanciar de você, queria passar todos os minutos do meu tempo te observando, mas o máximo que eu consigo são cinco minutos em alguns raros dias da semana.

Nenhum comentário:
Postar um comentário