quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Era uma vez… (sem) final feliz.
Um certo dia ela foi magoada, e jurou pra si mesma que nunca mais se apaixonaria. Por um tempo foi assim mesmo, até o dia que ela o conheceu. Ela já não acreditava em conto de fadas, mas ele realmente tinha a vocação para ser um príncipe encantado. Não se tratava de paixão, ou amor. Se tratava de se sentir segura, de querer está perto, de se sentir bem. O tempo foi passando e ela se sentia cada vez mais amada, e mesmo não sentindo tudo o que ele demonstrava, ela achava que merecia ter alguém que a amasse. Cada dia que passava ao seu lado era maravilhoso, só o jeito que ele a fazia se sentir já superava tudo. Todas as conversas, os abraços, os beijos até as brigam eram únicas. E ao seu lado ela sentia que poderia ser ela mesmo, que ele não se importaria se ela estivesse com uns quilos a mais, ou sem o cabelo escovado. Realmente, ela só queria está nos braços dele. Aos poucos ela foi perdendo o medo, foi se entregando e quando menos esperava já não conseguiria ficar sem ele, e mesmo assim, ela ainda não admitia o que sentia. As coisas iam acontecendo e mesmo que ela não quisesse acreditar ela estava apaixonada, a parti daí ela começou a acreditar que tudo foi apenas um aprendizado que tinha valido a pena cada segundo… que o que ela estava esperando estava diante dos olhos dela. E cara, que ela merecia muito isso tudo que estava acontecendo. Mas quando menos espera ela caí do cavalo. Não adiantou procurar saber se realmente era verdade, porque ela já sabia que sim. A verdade nunca faz sentindo na verdade, e a verdade que interessava era: seu coração já estava partido (mais uma vez). E em sua cabeça só estava uma coisa: “Como deixei isso acontecer de novo?” Se culpar não era o melhor remédio, mas justificava e respondia todas as suas perguntas. Ela literalmente o excluiu de sua vida, mesmo doendo muito… mas ela não o queria por perto. Doía mais vê-lo e imaginar que toda aquela capa de “Príncipe Encantado” que ela pôs nele tinha caído. Não era certo em sua cabeça que aquele filme estivesse se repetindo. Os medos voltaram, a insegurança voltou. E mais uma vez entre lágrimas ela jurou que não se apaixonaria mais. GAME OVER! Tudo tinha sido jogado pra cima, sem ter mesmo a oportunidade de impedir! Estava perdido no ar, onde ela não alcançava por mais que tentasse. Porém, o futuro junto com a vida tem razões bem engraçados. Pois bastou só uma outra pessoa, uma troca de olhares para que toda a sua mágoa fosse embora. E em uma fração de segundos ela sentiu algo mágico, puro. Como se a sua alma naquele instante tivesse sido lavada. E veio o perdão, ela finalmente conheceu seu significado e descobriu o quando ele pode ser libertador. Nada fazia o menor sentindo, e até hoje não faz. Só que hoje ela vê que tudo isso realmente foi necessário, que tudo aconteceu do jeito que tinha que acontecer. E se ela não tivesse passado por tudo isso ela não seria o que se tornou. E uma coisa é certa: Nada acontece por acaso, tudo é como tem que ser. E não adianta gritar, chorar e espernear com a vida por causa disso porque acredite, nada vai adiantar. Porque tudo tem um final, para que possa existir um novo começo.
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