Não importa se estamos com pressa ou devagar demais,
Se estamos com sorrisos leves ou lágrimas pesadas,
Não importa se estamos de mãos dadas ou há uma milha de distância,
Se vagamos em algum lugar entre o passado e o tempo agora.
Se encaramos o medo ou fugimos com ele,
Se jogamos fora a culpa ou se deixamos que ela permaneça empulerada em nossas costas,
Se vencemos ou não o jogo,
Se dormimos ninados por um bom sonho ou atormentado sempre pelos mesmos pesadelos.
Não importa se olhamos para o céu ou para o chão,
Se estamos sozinhos ou se somos a metade de um inteiro,
se estamos dançando ou parados no canto vendo os outros dançarem,
Se pedimos desculpas ou se somos impedidos pelo orgulho.
Se suas palavras nao façam tanto sentido,
Se seu caminho ainda não esteja traçado,
Não importa se às vezes parecemos loucos,
Afinal, somos loucos mesmo.
Nada disso importa se tudo de fato for verdadeiro.
Se tudo de fato é o que se está sentindo.
Choro quando é pra chorar
Sonho quando é pra sonhar
Fujo quando é pra fujir
Venço quando quero mesmo vencer
Enlouqueço quando é preciso
Vivo enquanto da pra viver
Me apaixono quando me permito
Amo quando me permitem.
Diogo Caribé

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